Doença de Alzheimer

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que provoca o declínio das funções cognitivas, que interferem na vida quotidiana da pessoa reduzindo as suas capacidades de trabalho, relação social, alterações de comportamento e da personalidade. A Doença é de lenta evolução e progressiva, pois destrói as funções mentais importantes, levando o paciente à demência, ou seja, o paciente perde as capacidades de raciocínio, julgamento e memória.

Com a evolução do quadro, as pessoas com Alzheimer podem ter dificuldades em executar diversas tarefas diárias, tais como, conduzir até um local que já conhecem, gerir as suas tarefas de trabalho, ser incapaz de preparar uma refeição, perder a atenção, orientação, compreensão e linguagem. A pessoa fica cada vez mais dependente da ajuda dos outros, até para fazer a sua higiene pessoal e a sua alimentação. Numa fase mais avançada deixa mesmo de conhecer os seus familiares.

A causa do Alzheimer é desconhecida, mas seus efeitos deixam profundas marcas no doente.

A doença de Alzheimer não é apenas uma doença de idosos, muitas pessoas têm o início dos sintomas entre 40 e 50 anos (casos precoces), mas a sua maior incidência é mesmo entre os 60 e 65 anos

 

A Doença de Alzheimer tem três estádios:

1.º Estádio

Nesta 1.ª fase os sintomas são frequentemente reconhecidos pelos familiares, a nível de esquecimento de nomes, números de telefone ou tarefas que deveriam ter sido feitas. Têm uma perda de memória mais acentuada referente a situações recentes, problemas de orientação como a noção de tempo e em locais desconhecidos.

Também é frequente, algumas alterações de humor que por vezes revelam alguma ansiedade devido a redução de rendimentos em situações profissionais e até mesmo sociais.

Quando os problemas de memória se tornam mais evidentes, o paciente por constrangimento, receio e até mesmo vergonha, tentar evitar que os outros se apercebam da sua situação.

 

2.º Estádio

Nesta 2.ª fase, há um agravamento e os pacientes ficam incapazes de manter a sua actividade profissional; deixam de conduzir e perdem a noção completa da gestão financeira. Ficam cada vez mais dependentes da ajuda da família ou de terceiros.

Nesta fase, os sintomas da fase inicial ficam mais graves, além de outros sintomas:

Afasia – Dificuldades na fala e linguagem; Apraxia – Dificuldades em realizar funções básicas.

Perder-se em locais conhecidos, perde a capacidade de reconhecer amigos e familiares, no entanto, por vezes consegue recordar alguns familiares, o seu nome e idade.

Perde o cuidado com a higiene pessoal.

Além de perdas neurológicas, também tem pedras musculares, como alterações de postura e caminhada.

Surgem episódios psicóticos, como alucinações e ilusões.

O doente perder o interesse por atividades que gostava de ver.

Ele pode repetir várias vezes as mesmas coisas, como dobrar várias vezes a mesma peça de roupa.

Está cada vez mais dependente, tem perturbações a nível de sono, pode apresentar incontinência urinária e emagrecer, pois, tem perturbações de apetite.

Nesta fase também podem ficar muito irritados e agressivos, como também apáticos.

 

3.º Estádio

Nesta fase, os sintomas agravam-se. No estádio três, os doentes apresentam uma demência grave, esta é a última fase da evolução da doença de Alzheimer.

Os doentes ficam acamados, rígidos e sem movimentos, tornando-se extremamente vulneráveis a infecções e a úlceras de pressão. Nesta fase necessitando apoio e ajuda permanente.

Em termos cognitivos, pode dizer-se que perderam quase todas as funções mentais.

Os sintomas são: Incontinência urinária e fecal; ficam acamados; preferem a posição fetal (como se estivessem no ventre da mãe); Não falam; Alimentação e feita através de sonda; tem as defesas muito baixas.

É muito importante que a família / cuidador estejam preparados e bem informados sobre como agir para evitar surpresas e oferecer o melhor cuidado para o doente.

No entanto não deixam de ser sensíveis ao contacto físico e ao som da voz dos seus familiares.

 

Mantenha sempre este laço amor, carinho, respeito e afecto até ao último momento.

 

Nota:

O conhecimento sobre a doença de Alzheimer está evoluindo rapidamente, mas ainda não há cura. No entanto, há algumas medicações que podem ajudar a suavizar alguns dos sintomas da doença de Alzheimer.

 

Consulta de Neurologia

Hospital Soerad

Outros artigos interessantes

2018-09-19T16:24:04+00:00